O que costumam pedir

Nenhuma pergunta é demasiado básica.

E-mail

Criar um endereço, ou perceber porque deixaram de chegar mensagens. Anexos, pastas, e o que fazer com as que parecem suspeitas.

Fotografias

Passar as fotos do telemóvel ou da máquina para o computador, organizá-las para as voltar a encontrar, e partilhá-las com a família sem perder os originais.

Manter o contacto

Videochamadas com filhos e netos — bem configuradas, escritas passo a passo, e praticadas até funcionarem sem ajuda.

Formulários e tratar de assuntos

Formulários online, MyGuichet, marcações e pedidos. Fico ao seu lado enquanto faz, em vez de fazer por si.

CV e candidaturas

Escrever um CV, guardá-lo em PDF e conseguir anexá-lo a uma candidatura sem o ficheiro desaparecer misteriosamente.

Um aparelho novo

Um telemóvel, tablet ou portátil configurado como realmente o usa — letra suficientemente grande, o essencial no primeiro ecrã, o resto fora do caminho.

Como funciona

À sua mesa, ao seu ritmo.

01 Diga-me o que gostaria de conseguir fazer Não precisa das palavras técnicas. «Gostava de enviar fotografias à minha filha» é um ponto de partida perfeito.
02 Vou ter consigo O seu computador, a sua cadeira, a sua internet. O que se aprende onde se vai usar, fica.
03 Escrevemos tudo Fica com os passos em papel, pelas suas próprias palavras — seus, para quando precisar.
Com o que pode contar

Como trabalho — e o que nunca lhe vou pedir.

As suas palavras-passe são só suas

Se for preciso entrar nalgum serviço, é o senhor ou a senhora que escreve — não preciso de as ver. E nenhum técnico honesto lhe vai alguma vez pedir uma palavra-passe. Se alguém pedir, é o sinal para parar.

O seu banco fica nas suas mãos

Mostro-lhe com todo o gosto como funciona o banco online e como reconhecer uma mensagem falsa. Entrar na conta e mexer no dinheiro continuam a ser consigo — nisso não toco.

Nunca lhe telefono do nada

O apoio a sério não telefona sem ser chamado. Se alguém ligar a dizer que é «apoio informático» e pedir acesso à sua máquina, não sou eu — nem é coisa séria. Pode desligar.

A paciência faz parte do trabalho

Treze anos a dirigir cozinhas ensinaram-me a manter a calma e a explicar com clareza quando as coisas correm mal. Leve o tempo que precisar — é mesmo para isso que serve.

Mensagens suspeitas

Traga-me as que o preocupam.

Avisos falsos, e-mails a dizer que a sua conta vai fechar, chamadas da «Microsoft», mensagens sobre encomendas retidas. São feitas para convencer e apontam precisamente a quem tem dúvidas.

Se algo lhe parecer estranho, guarde e mostre-me. Perceber se uma mensagem é verdadeira faz parte normal de uma sessão e não custa nada a mais.

Marcar para outra pessoa

Se é para um pai, uma mãe ou um familiar.

Muitas destas visitas são marcadas por filhos e filhas, muitas vezes à distância. É perfeitamente normal — contacte-me e tratamos dos pormenores entre nós.

Duas coisas a saber. Trabalho com a pessoa e não por cima dela: é ela que decide o que quer aprender, e nada é alterado na máquina sem que esteja a acompanhar. E escrevo tudo, para que com o tempo precise menos de mim, e não mais.

De onde vem isto

Um ano de sextas-feiras de manhã.

Na Digital Inclusion Luxembourg ajudei nas sessões de porta aberta — qualquer pessoa entrava com qualquer dúvida. Criar um endereço de e-mail. Tirar fotografias de um telemóvel. Escrever um CV. Perceber o que uma mensagem queria realmente dizer.

Foi aí que aprendi a parte que não é técnica. A maior parte deste trabalho é paciência e palavras simples — encontrar a forma de dizer que faz sentido para a pessoa à minha frente. O lado técnico costuma ser a metade mais fácil.

Quanto custa

Os preços são combinados antes de começar, para não haver surpresas no fim. Diga-me mais ou menos em que quer ajuda e digo-lhe quanto ficaria — essa conversa é gratuita e sem compromisso.

Traga-me aquilo que anda a incomodá-lo.

Por mais pequeno que pareça. É exatamente esse o trabalho.

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